Sentado no balcão de um bar. Tomando um conhaque, pitando um cigarro qualquer. Confuso e com medo do próximo segundo. Sempre esperando algo catastrófico acontecer. O olhar cabisbaixo, com medo de si mesmo.
O gorro marrom, velho e desbotado sobre a cabeleira castanha e desgrenhada. O sobretudo negro com alguns fios descosidos. Uma imagem decadente que em nada parecia com o ser que dominava platéias com seus truques inacreditáveis.
Roni, o mágico. Sofria com o seu dom. Não era um mágico qualquer. Fora dos palcos, era atormentado pela magia que se escapava da sua mão, boca, orelha... Coisas sumiam, pessoas flutuavam e coelhos surgiam saltitantes.
Evitava os amigos, as mulheres, a família. Tinha medo do que podia acontecer. Já tinha sido protagonista de casos desagradáveis. Certa vez, rindo de uma piada com os amigos, fez um deles desaparecer e só ser encontrado cinco dias depois, no sótão da velha igreja, com fome, quase morto.
Certa feita, enquanto tomava chá com sua querida avó, ao entornar o bule sobre sua xícara sem que pudesse controlar milhares de pombos saíram voando pelo bico onde deveria sair o chá. Infeliz Roni. Sua vózinha foi parar no hospital devido ao susto que tomou.
No balcão do bar evitava contato com as pessoas...CONTINUA
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Que tal virarmos mágicos, então?
ResponderExcluirAham! Então vc é o Psy Jack!!!! Sempre desconfiei... -John
ResponderExcluirpobre roni hsaouhsoauhs
ResponderExcluirparabéns pelas postagens!