> Este não é o desenho original. È só uma homenagem minha ao "Burro da porta do banheiro da União Universitária da UFSM". Mas a parte censurada existe no desenho original. Para ler a crônica clique em "CONTINUE LENDO" , logo abaixo.
Abaixo segue a crônica que enviei para o a 5º edição do concurso de crônicas da UFSM., com a qual ganhei o 3º lugar na categoria Acadêmico.
O Toalete do Burro
São 17 horas. Resolvo ir ao banheiro, atender o chamado da natureza. O banheiro não é muito grande. Dois chuveiros, dois tanques de lavar roupas, duas pias e um vaso sanitário. Apenas um para um bom número de jovens garotos. É o banheiro da união universitária da UFSM.
Bom, após uma breve espera, para minha sorte, consigo ir até o sagrado trono. Entro ansioso. Sento no vaso sanitário. Ali me preparo para defecar. Não sei se é comum a todo ser humano. Mas eu e acredito e até conheço alguns que compartilham de um ritual para tal ato. É necessário possuir um bom livro para degustar um suculento capítulo literário enquanto se expurga os dejetos da alimentação do dia.
Prosseguindo, estava eu lendo meu livro “Hollywood de Charles Bukowski”, quando de repente me sinto observado. Percebo algo na minha frente. Ali na porta. Também usando seu trono. Sorrindo alegremente, ele me encara. Não é um olhar inquisidor, é até compreensivo, simpático, de quem compartilha do mesmo ritual defectivo. Mas ainda assim me sinto incomodado.
Na porta do banheiro da União Universitária da UFSM um burro muito bem desenhado me observa. Confesso que assim fica difícil ir aos pés
Cometo o pecado de não terminar o capitulo do meu livro. Escuto ruídos lá fora. E percebo que há mais gente querendo usufruir do toalete. Assim termino meus afazeres e saio.
Passo pelos próximos a atenderem o chamado da natureza, e não falo nada. Apenas imagino como eles se sentirão quando perceberem a presença do meu mais novo amigo, o burro cagão e inconveniente.
Ao voltar para meu dormitório, o misto, conto a alguns amigos o acontecido. Achei que iriam debochar de minhas declarações, mas me enganei. Riram-se eles, mas não do meu relato. Riram-se porque também sentiram a mesma coisa em relação ao quadrúpede do vaso sanitário.
Até hoje não sei de quem é a tal obra imortalizada na parede do banheiro da União. E apesar do incomodo passado, confesso que acho de um humor ácido e intrigante o “Burro cagão”. Só de pensar em quantos novos universitários vão sentir o mesmo desconforto e depois rir da situação, me pego rindo sozinho e saudoso dos tempos de união.
E espero que a porta se mantenha por varias gerações de jovens. E caso venha surgir a idéia de desmantelá-la, sugiro que a mesma seja guardada como parte da historia da UFSM, pois marcou e devera marcar a ida ao banheiro de vários jovens.
************************************************************
Grande homenagem ao burro humanóide, maldito licantropo cagão que amaldiçoa a todos que tem o desprivilegio de cagar em um banheiro onde todos podem ver seu vulto a defecar, basta olhar para o segundo piso do RU, uma enorme janela ao lado do vaso permite isso! -John
ResponderExcluirNós somos tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão iguais.
ResponderExcluircara vc escreve mt bem parabens mt bom o texto
ResponderExcluirhttp://planetahuumor.blogspot.com/
Bom para o anônimo que não é John, eu acho, não posso concordar nem discorda do que diz, pois não sei quem é.
ResponderExcluir